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Tá confuso, baralhado, tudo fora do lugar.
A desorganização ocupou todos os meus espaços, tenho mil estradas e ainda não escolhi nenhuma, estou aqui parada a olhar para cada caminho, tento ver além, tento ver como vai ser em frente, para fazer a melhor escolha. Mas por mais que eu pense, continua confuso. Não sei se são coisas da idade, acho que sim. A única coisa que eu sei é que tenho aproveitado cada intervalo de loucura e confusão perdida nos meus próprios passos. Sem me magoar, sem chorar, só sinto saudades (de tantas coisas e pessoas). Escondi meu sentimentalismo por uns dias. Sinto-me nervosa, minhas mãos estão-me a pressionar, dizem que querem escrever, desabafar, já que ninguém vai ouvir, o teclado é o meu melhor amigo. Um rap romântico, bolachas, um computador, telefone, eu o meu cão, e uma casa vazia. Nenhuma mensagem, nenhuma resposta, nenhum sinal, vou esconder tudo com um sorriso, ninguém precisa perceber. Hoje estou aqui, amanhã tudo pode mudar. Vou continuar, um dia tudo volta ao normal.

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